8 de outubro de 2008
5 de outubro de 2008
Até amanha.
Respiro fundo.
Ainda não tive tempo, nem paciência, para pôr as aulas em dia. Muito menos para organizar as cadeiras leccionadas o ano passado (e à dois anos) e que tanto jeito dão aos meus amigos. Uma catrafulhada de cadernos e dossiers empilhados desorganizadamente num canto da sala. E algures aqui pelo quarto.
O meu tempo tem sido preenchido com aulas todas as manhas, trabalhos durante as tardes, apresentações, fins do dia com os amigos, jantares em família, pseudo idas para a cama cedo para conseguir acordar no dia seguinte às 6h, fugas às sextas-feiras para a Figueirinha, sestas às 21h, correrias para aproveitar ao máximo as tardes livres (ora com elas e principalmente com ele – André, o grande companheiro dos escapes até à praia), marcações de almoços na cantina para tentar juntar os amigos agora distribuídos pelos diversos mestrados e alguns ainda na licenciatura, conversas rápidas e importantes com as amigas durante os intervalos, adormecimentos à noite com o telemóvel na mão, televisão acesa até à manha seguinte, bairro às sextas e cafés aos sábados, domingos ora em Lisboa ora em Marinhais. Muitos reencontros e travagens de conhecimentos.
“És eléctrica.” Tenho sido, sim senhor. Mas os sorrisos têm sido acompanhados de algum cansaço físico e psicológico. Apesar de todos estes momentos serem tão ricos e bons, preenchem-me o dia e a cabeça conduzindo-me a um estado de apagão total quando me deito na cama. Continuo sem perceber a força que me impulsiona a levantar de manha e a estar pronta para mais um dia.
Para além de tudo isto, tenho feito corridas matinais. Não porque lhes acho piada mas devido à tendência inexplicável de demorar sempre a sair de casa. Um bónus? Faz bem às pernas.
No fim de mais uma semana, e agora relembrando o que li algures num blog, “não me apetece fazer muitos movimentos. Apetece-me ser menina, mimada e carente e ter alguém que me ature.” Porque sabe bem não ser sempre forte. Porque cansa ser sempre forte. Porque é mais fácil quando os outros são fortes por nós.
O difícil é deixar alguém fazer esse papel por mim.
4 de outubro de 2008
3 de outubro de 2008
Dia Mundial do Sorriso
O meu sorriso é o meu melhor amigo,
É com ele que falo e sigo meu caminho,
É o belo nome que dou ao meu cantinho,
É um amigo que nunca me deixa sozinho.
Tenho por vezes aquele sorriso, o lunático,
A bela gargalhada, meu sorriso asmático,
O que é raro, seu nome amarelo estático,
Que mais não é que um sorriso dramático.
Tenho o atento, calculado, o matemático,
Sorriso que o acompanha, é o simpático,
O sorriso tímido, engraçado, mudo, afático,
Sua origem é nobre, é sorriso puro, ático.
Sou feito de muitos sorrisos, amo o atrevido,
Também o sorriso confiante, sorriso decidido,
Venero o que mais uso para mim o triunfante,
O que define o meu ser, sorriso contagiante.
2 de outubro de 2008
Visita à Kyra.
Responde ao nome. Está muito mais atenta. Esperta. Os dentinhos caíram dando lugar a novos. Menos mordidelas, apenas quando quer brincar. Novos sons. Os pulos, as corridas, o esconde esconde… As brincadeiras de sempre. Maior. E com o pêlo (ainda) mais fofinho. Gordinha. Menos arranhadelas, só quando a espevitam. O olhar. As orelhinhas.
Ela cresceu.

